A repercussão da entrevista de Jorge Picciani, presidente regional do PMDB, domingo, em O Dia, caiu como uma bomba devastadora sobre a cabeça de muitos políticos e partidos no estado do Rio. Ao avaliar as atuais e prováveis alianças do seu partido, ele pisou no calo de muita gente e fez revelações extraordinárias sobre fatos que, antes da publicação, eram segredo. A matéria provocou reação imediata do senador Lindbergh Farias (PT).
O preço da liberdade
Picciani revelou que a independência política do deputado federal Nelson Bornier (PMDB) de apoiar a candidatura de José Serra (PSDB) ao invés de Dilma (PT) fez o governador Sérgio Cabral se distanciar dele. Mas como a prioridade é o partido, se Bornier ganhar as eleições para prefeito de Nova Iguaçu, segundo o ex-deputado estadual Picciani, o governador Sérgio Cabral voltaria a ter simpatia novamente por ele.
Lindbergh não gostou
Sobre a candidatura de Lindbergh Farias ao governo do estado em 2014, as declarações de Picciani foram interpretadas como irônicas ou provocativas. “É um direito dele. Se ele (Lindbergh) quiser ser candidato, vamos respeitá-lo e derrotá-lo”. O senador entendeu, ao tomar conhecimento da entrevista, que o presidente do PMDB tratou o PT como inimigo e prometeu levar a questão para ser discutida no diretório nacional do partido.
Índice desesperador
Ao ser indagado sobre provável aliança com o PT de Belford Roxo, Jorge Picciani foi direto ao assunto no ponto mais fraco e descartou qualquer acordo. Os índices de intenção de voto para o prefeito Alcides Rolim “são desesperadores”, resumiu. O PDT também levou uma grande lambada. Disse que vai apoiar o prefeito pedetista Jorge Roberto Silveira, em Niterói, para resgatá-lo da situação difícil que o ex-ministro Carlos Lupi deixou o partido.
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