O projeto de Cabral
Grupos políticos (e silenciosos) ligados ao governador Sérgio Cabral (PMDB) querem afastar o senador Lindberg Farias (PT) da disputa pelo governo do estado em 2014. Eles articulam para que o jovem paraibano seja vice de Luiz Pezão, o atual vice de Cabral. O governador, bonzinho de coração, teria o maior prazer em se afastar do cargo com seis meses de antecedência das eleições para que Pezão assumisse o posto.
Paes governador
Mas a bondade de Cabral tem um alto preço: com ele fora do cargo, o seu filho, Marco Antônio, não seria impedido pela lei eleitoral de disputar o mandato para deputado. A lista de promoções do pessoal ligado ao governador não acaba por aí. Ao assumir o cargo, Pezão disputaria a reeleição de 2014 como governador. Assim, em 2018, não poderia ser reeleito. Eduardo Paes seria o candidato ao governo e Lindberg a prefeito do Rio.
Cabral vice
No cenário de toda essa confusão, Cabral gostaria de voltar ao senado federal ou disputar as eleições como vice-presidente da República. No seu lugar, para o senado, viria o desempregado Jorge Picciani (ex-deputado estadual que perdeu as eleições para senador em 2008). Ex-manda-chuva da Alerj, Picciani deve colocar as barbas de molho. Político competente e respeitado, de tanto esperar a roda política girar em sua direção, Aluísio Gama continua na geladeira.
Maldades e injustiças
Os exemplos de tantas manobras políticas, engendradas por muitos articulistas, dentre eles o Cabral e Picciani, não são de resultados cem por cento satisfatórios. Na fome de poder, cometeram muitas maldades e injustiças políticas. Uma delas com o conselheiro do Tribunal de Contas, Aluísio Gama, a quem continuam pedindo favores. Se a articulação de Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT) buscarem o Aluísio, o projeto de Cabral muda de rumo ou fracassa.
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