terça-feira, 20 de março de 2012

O discurso de Bornier

O deputado federal Nelson Bornier, ao ocupar a tribuna da Câmara, no dia 15, para falar da segurança pública, da saúde e da falta de água na Baixada Fluminense, não atacou o governador do Rio, Sérgio Cabral, e nem o prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB
. Ao contrário, o que parecia ser um discurso de massacre político, na realidade foi uma avaliação de fatos, reconhecendo acertos e apresentando sugestões.

A migração do tráfico

Foi agonizante a expectativa de parlamentares do Rio e de outros estados, antes e durante o discurso de Bornier. Mas no decorrer da fala, os ânimos e especulações se acalmaram. Sobre a segurança pública, ele disse que as UPPs, criadas pelo governo Cabral, começaram “a devolver a cidadania ao Estado democrático de Direito, os territórios antes ocupados pelo tráfico e pelas milícias”. Mas pediu providências contra a migração do tráfico para a Baixada.

Destaque do Paes

Ao fazer referências à saúde, o deputado Bornier defendeu o prefeito Rio, Eduardo Paes. Disse que acompanhou, surpreso, os números da saúde divulgados pelos meios de comunicação e destacou que o prefeito “reagiu com firmeza”, acrescentando que a administração dele “foi destaque, ao criar cerca de 56 clínicas da família, atendendo perto de 2 milhões de pessoas em diversos bairros”. E sugeriu que as prefeituras dêem atenção à saúde básica.

PAC para a água

Quanto à falta de água na Baixada, referindo especialmente a Nova Iguaçu, Bornier disse que os mananciais saem do município, no bairro Guandu. “Dali sai água para todos os bairros do Rio de Janeiro, diversas localidades fora da nossa Baixada. E na região que sedia a estação de tratamento da água, existem vários bairros sem essa água”, exaltou. E sugeriu a Cabral e a presidenta Dilma, a exemplo do PAC das obras, criar um para resolver a questão da água na Baixada.

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