Pelo terceiro dia consecutivo professores da rede Estadual de Educação mantiveram o movimento de paralisação. Segundo o Sepe/RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) mais de 50% do total de 51 mil magistrados regentes que hoje integram a rede de 1.457 escolas aderiram à greve.
Na Baixada Fluminense, o Sepe garantiu que o município de Nova Iguaçu teve maior percentual de adesão, cerca de 60%. Segundo a direção do sindicato, entre as escolas que paralisaram parcialmente as aulas estavam o Instituto Rangel Pestana, no centro, a Escola Estadual Augusto Ruch, no KM 32, a Escola Estadual Ambaí, no Ambaí e a Escola Estadual Moacir Pereira, em Miguel Couto. Apesar de durante todo dia de ontem não ter sido registrado movimentação de alunos no Instituto Rangel Pestana, a Secretaria Estadual de Educação negou que a unidade ou qualquer outra do município estivesse sem aula. Em nota, a secretaria informou que a adesão ao movimento de greve em todo Estado representou apenas 2% afetando 17 colégios ao todo.Na pauta de reivindicação da categoria está o reajuste salarial de 26%, incorporação da gratificação do Programa Nova Escola aos salários e o descongelamento do plano de cargos dos funcionários administrativos das escolas estaduais. Em nota, o Sepe-RJ informou ainda que ontem após um ato realizado nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio, no centro, foi decidido que as escolas continuarão paradas até que o governador Sérgio Cabral reabra negociações e apresente uma contraproposta. Segundo a Seeduc as reivindicações já estão sendo analisadas pela secretaria em conjunto com as pastas de Fazenda e de Planejamento. As escolas da rede municipal de Nova Iguaçu também correm o risco de terem as aulas suspeitas por conta de uma ameaça de greve que deverá atingir as 120 do município na próxima semana. De acordo com a direção do Sepe na cidade, uma assembleia geral está programada para o dia 15, aonde será decidida a situação. “Por enquanto estamos em estado de atenção, mas se nossas reivindicações continuarem a serem ignoradas pelo Governo vamos entrar em greve geral e por tempo indeterminado. Queremos nossos direitos trabalhistas cumpridos e não descartados. Os servidores públicos precisam ser respeitados e tratados com dignidade”, afirma uma das diretoras, Lidiane Lobo. Se a greve for efetivada cerca de 48 mil alunos da rede municipal deverão ser atingidos. Além da reposição da perda dos 6,3% baseados no Índice de Inflação, o movimento exige ainda a incorporação do abono do Fundec, a equiparação salarial dos professores aposentados na mesma base dos ativos e a reintegração do abono de Regência de Turma, suspenso desde 1999.Aposentados acampam na prefeituraDesde segunda-feira (6) os aposentados da rede e alguns integrantes do Sepe mantém vigília na frente da prefeitura de Nova Iguaçu. Eles montaram uma tenda e pedem uma audiência com a prefeita. “Me sinto frustrada ao chegar nessa fase da minha vida e não ter o reconhecimento do Governo. Não estamos pedindo nada além dos nossos direitos que foram garantidos pelo Tribunal de Contas do Estado em 2004 e que não vem sendo cumprido. No mês passado depois de nos ter garantido que haveria a reintegração da regência, a prefeitura simplesmente informou que não pagaria mais. E agora como ficam os mais de 2 mil professores inativos que recebem uma merreca de aposentadoria”, questiona a professora aposentada, Glória Teixeira, de 65 anos, sendo 26 dedicados aos magistério municipal. A assembleia do Sepe/NI será realizada na quadra do Esporte Clube Iguaçu, a partir das 8h30.
Nenhum comentário:
Postar um comentário