A Delegacia de Polícia Federal de Nova Iguaçu, deflagrou na última quarta-feira, a Operação IV Círculo, que desbaratou uma quadrilha de estelionatários que inicialmente causou mais de 3 milhões de reais em prejuízo aos cofres públicos. Três pessoas foram presas e duas estão foragidas. A investigação foi iniciada após um Auto de Prisão em flagrante ocorrida em 13 de julho de 2010, quando duas pessoas foram presas.
Segundo investigações, a quadrilha que seria composta por 11 pessoas, entre elas dois gerentes do Banco do Brasil de Petrópolis, um deles que já responde em liberdade e outro que foi identificado, fraudou conta em nome da GEAP- Fundação de Seguridade Social, na agência 0080-5 do Banco do Brasil (localizada em Petrópolis), a qual tinha como pessoa autorizada para movimentá-la um homem identificado como Antônio Carlos Conquista, presidente da operadora do plano de saúde. A conta corrente foi aberta com documentação falsa sem o conhecimento da GEAP.
No dia 7 de julho do ano passado, houve um saque no valor de R$ 3.364.886,60 milhões da conta da GEAP. A quadrilha ainda pretendia sacar mais R$ 4.919.043, 27, que seriam de novos repasses efetuados por diversos Ministérios, mas com a descoberta do golpe a conta foi bloqueada, impossibilitando o saque.“É um grupo de estelionatários que causou um enorme prejuízo aos cofres públicos. O golpe total era de 8 milhões, só que sacaram um pouco mais de três milhões e meio. Deste dinheiro, recuperamos 300 mil. Na quarta conseguimos prender uma senhora de 72 anos, que usava um nome falso de uma pessoa já morta, de Aparecida Izabel da Rocha Reis. Ela foi detida dentro de casa num condomínio na Barra da Tijuca. Cinco prisões foram decretadas, mas apenas três pessoas foram detidas. Esta senhora com o nome de Izabel, conseguiu vários empréstimos e apreendemos com ela muitos documentos, talões de cheque e cartões. Descobrimos que ela possui nove registros pela polícia, desde 1970”, disse o delegado titular da Delegacia de Polícia Federal de Nova Iguaçu, Jairo Souza da Silva. Os presos, a senhora de 72 anos, uma mulher que teria abrigado um integrante da quadrilha e um homem que seria um dos principais articuladores do golpe, foram levados para o Presídio Ary Franco, em Água Santa. A idosa e o outro homem preso, vão responder pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional. Ainda de acordo com o delegado Jairo Souza, em Nova Iguaçu, a prioridade da Polícia Federal é combater o tráfico de drogas e desvio de dinheiro público.
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