Mais uma vez, moradores do bairro Santa Eugênia, em Nova Iguaçu, reclamam da falta de segurança e do aumento no número de assaltos na região. Segundo eles, uma das ruas mais visadas é a Benedito Kelly. Comerciantes e moradores relatam que as ações dos bandidos têm sido cada vezmais constantes e revelam que elas acontecem a qualquer hora do dia.
Há cerca de 15 dias, três mulheres foram assaltadas no mesmo dia e a descrição das vítimas leva ao mesmo suspeito; um homem negro, magro e montado em uma moto vermelha. Aliás, as mulheres são as principais vítimas dos assaltantes. É o que garante Walney Magela, 64 anos.
“Os assaltos têm sido cada vez mais constantes. Eles agem principalmente durante a manhã e as mulheres que saem para o trabalho e as meninas de colégio são o alvo preferido”, revelou Walney, morador do bairro há 61 anos.
A comerciante Ana Cleide, 44 anos, conta que seu marido escapou por pouco da ação de um criminoso. Segundo ela, um homem branco e forte entrou em seu estabelecimento e fingiu procurar por alguma mercadoria. Em seguida, ele foi embora e assaltou um outro estabelecimento alguns metros adiante.
“Meu marido suspeitou, pois o homem chegou em uma moto preta e a deixou ligada na calçada. Ele pediu para trocar dinheiro e foi embora. Depois eu soube que ele assaltou a outra loja logo na esquina”, relatou Ana Cleide.
A vítima do assalto estava no local e confirmou que o homem era o mesmo descrito por Ana Cleide. Ele conta ainda que o assaltante recebeu uma ligação antes de praticar o roubo.
“Ele chegou aqui em uma Yamaha Fazer preta como se fosse um cliente. Ele era branco, tinha cerca de 1,75 metro, estava bem vestido e com uma mochila nas costas. Ele recebeu a ligação e deu para ouvir uma voz feminina. Em seguida ele anunciou o assalto e apontou uma pistola”, relatou o homem que se mostrou surpreso com a ação e decepcionado com o serviço 190.
Comerciantes e moradores pedem mais policiamento
“Ninguém diria que aquele homem era um assaltante. Se a polícia viesse aqui, estava arriscado os policiais prenderem a mim em vez dele. Minha esposa ligou para o 190 e ia descrever as características do assaltante, mas a atendente disse que não poderia fazer nada para nos ajudar”.
Moradores e comerciantes de Santa Eugênia disseram que não há policiamento no local. Segundo eles, uma viatura da PM passa pelas ruas do bairro esporadicamente. O Jornal de Hoje tentou entrar em contato com o 20° Batalhão da Polícia Militar (Mesquita), mas não conseguiu ser atendido ao telefone.
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